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Saiba mais sobre o Vírus Ebola | LABCENTER Laboratório I Eunápolis e Porto Seguro

Saiba mais sobre o Vírus Ebola

Por: | Tags: | Comentários: 0 | 3 de dezembro de 2015

O vírus Ebola é um dos mais virulentos patógenos humanos, causando febre hemorrágica e óbito em 25 a 90% dos casos de infecção.

O vírus tem reservatórios animais como primatas e morcegos e a contaminação do ser humano ocorre provavelmente através do consumo de carne de animais mortos ou doentes com o vírus. A transmissão entre pessoas ocorre pelo contato com secreções como sangue, urina, fezes, esperma, gotículas de saliva através do contato com mucosas com olhos e boca ou pele não-integra. O contagio com suor ou pelo ar não foi ainda descrito. Profissionais de saúde estão sobre risco aumentado de infecção.

O período de incubação, isto é, o intervalo de tempo desde a infecção com o vírus para o início dos sintomas é de 2 a 21 dias. Os seres humanos não são infecciosos até que desenvolvam sintomas. Os primeiros sinais são o aparecimento súbito de febre, fadiga, dores musculares, dor de cabeça e dor de garganta. Estes sintomas são seguidos por vômitos, diarreia, prurido, alterações de função renal e hepática, e, em alguns casos, hemorragias internas e externas. Os achados laboratoriais incluem elevação dos leucócitos e redução da contagem de plaquetas e enzimas hepáticas elevadas.

Surtos de doenças pelo vírus são reconhecidos desde 1976, quando foram identificados casos no Sudão e na República Democrática do Congo, num total de 602 casos. Desde então foram reportados casos no Gabão, Costa do Marfim e Uganda, sendo que nenhum dos surtos ultrapassou 500 casos.

O surto atual se concentra nos países de Serra Leoa, Guiné e Libéria, que somam 13.540 casos, número superior a todos os casos identificados desde 1976. Outros 27 casos adicionais foram identificados em Mali, Nigéria e Senegal. Fora do continente africano, somente foram relatados cinco casos, sendo quatro nos Estados Unidos e um na Espanha. (Dados da OMS de 31 de outubro de 2014)

O Brasil possui um plano de contingência bem montado para o cuidado de possíveis imigrantes portadores do vírus. Ainda assim, é improvável que tenhamos casos no País. O período de incubação relativamente curto e o baixo fluxo migratório dessas regiões ao país tornam remota a possibilidade de casos. A possibilidade de um surto então está praticamente descartada pela estrutura higiênico-sanitária existente bastante superior à dos países onde os números são alarmantes.

No momento, o importante é manter não só os planos de contingência, mas evitar a transmissão de algo tão devastador quanto o próprio vírus: o pânico causado pela desinformação e medos infundados.

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