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O que é autofagia, o processo que pode fazer você perder peso e viver mais

Por: | Tags: , , , , | Comentários: 0 | 9 de maio de 2018

Um processo científico pouco conhecido está sendo anunciado como a nova forma de perder peso, parecer mais jovem e prolongar a vida.

A autofagia é um processo de regeneração natural que ocorre em nível celular no corpo, reduzindo a probabilidade do surgimento de algumas doenças, além de aumentar a longevidade.

Em 2016, o cientista japonês Yoshinori Ohsumi ganhou o Prêmio Nobel de Medicina por suas descobertas sobre os mecanismos da autofagia. Estes mecanismos levaram a uma melhor compreensão de doenças como Parkinson e demência.

Desde então, companhias farmacêuticas e estudiosos têm corrido para encontrar medicamentos que estimularão o processo, e especialistas em dieta e bem-estar têm aproveitado a onda alegando que o processo pode ser induzido naturalmente por jejum, exercícios de alta intensidade e restrição ao consumo de carboidratos.

Então o que os cientistas dizem?

“Certamente as evidências de experimentos em camundongos sugerem que esse seria o caso”, disse David Rubinsztein, professor de neurogenética molecular da Universidade de Cambridge e do UK Dementia Research Institute (Instituto de Pesquisa em Demência do Reino Unido, em tradução literal).

“Há estudos em que se tem ativado o processo usando ferramentas genéticas, medicamentos ou jejum, e nesses casos os animais tendem a viver mais tempo e a estar em melhor forma geral.”

O professor disse que ainda não está claro, no entanto, como isso é traduzido para os humanos.

“Por exemplo, em camundongos, você vê os efeitos do jejum no cérebro em 24 horas, e em algumas áreas de seu corpo, como o fígado, muito mais rapidamente. Mesmo sabendo que o jejum é benéfico, não sabemos exatamente, porém, quanto tempo os humanos precisariam jejuar para ver os benefícios “, disse Rubinsztein.

Ele acrescentou que o jejum estimula a autofagia e que seus benefícios também foram comprovados por outros estudos.

O que é autofagia?

A autofagia foi descoberta pela primeira vez na década de 1960, mas sua importância fundamental só foi reconhecida após a pesquisa de Yoshinori Ohsumi nos anos 90.

“O que descobrimos é que ela protege contra doenças como Parkinson, Huntington e certas formas de demência”, disse Rubinsztein.

“Também parece ser benéfica no controle de infecções, bem como na proteção contra inflamação excessiva”.

Células nervosas

Evidentemente, jejuar em excesso não é uma boa ideia e qualquer pessoa que queira fazer grandes mudanças em sua dieta ou estilo de vida deve antes consultar um médico.

Rubinsztein está otimista sobre os benefícios futuros da autofagia para o tratamento de doenças.

Seu laboratório descobriu que as proteínas se formam em grupos nas células nervosas de pessoas com doenças como Alzheimer e Parkinson.

“Descobrimos que, se você ativar a autofagia, remove essas proteínas rapidamente e protege contra doenças neurodegenerativas como as de Huntington e formas de demência”.

Ele espera que um dia possa haver medicamentos disponíveis para intensificar a autofagia. Uma esperança, aparentemente, compartilhada por muita gente.

Recentemente, foi divulgado que uma nova empresa nos Estados Unidos, a Casma Therapeutics, recebeu US$ 58,5 milhões (R$ 198,25 milhões) para pesquisar novos medicamentos para intensificar a autofagia.

Fonte: G1

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